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A inserção do Paciente no Centro do Cuidado.

Primeiramente, quando pensamos em experiência do paciente, devemos entender que o "adoecer" é uma experiência individual e única. Que fragiliza e compromete a vida das pessoas, por isso ele deve ser enfrentado de uma forma personalizada e combatidos mediante tratamentos que tenham em vista não só a doença, mas o paciente como um todo.



É preciso ultrapassar a dimensão em que é apenas focada na doença, mas sim olhar o paciente além disso, de uma maneira bastante holística e que contemple todas as dimensões da sua vida.


Nos dias atuais, o que vivemos é a experiência do paciente, e por que se pode afirmar isso?


Porque os pacientes buscam as instituições e serviços que realmente tragam valor para a sua vida. Então eles vão buscar instituições em que ele percebam o valor que estão almejando. É possível afirmar que existe um movimento em diversos países, que vêm buscando a experiência do paciente como a melhoria da sua prática.


Para que seja possível oferecer um cuidado de alta qualidade, porque a experiência do paciente está diretamente ligada à qualidade da assistência que vai ser oferecida, para que isso seja proporcionado para todas as pessoas com uma melhor qualidade de vida possível, é preciso repensar quais são as relações entre as pessoas que são cuidadas e entre os serviços de saúde também.


E como se pode definir a experiência do paciente?


De acordo com a The Beryl Institute, a experiência do paciente: é a soma de todas as interações moldadas pela cultura da organização, que influenciam a percepção do paciente através da continuidade do cuidado.


E segundo o IEXP, a experiência é: saber ouvir as necessidades profundas dos pacientes e transformar o contexto de saúde junto com eles para alcançar resultados de saúde e bem estar que possam ser medidos cientificamente.


Já a Patient Centricity Consulting, afirma que: o que a pessoa vivencia em todas as dimensões (física, emocional, espiritual e social) no momento do enfrentamento da sua condição de saúde, desde o início da sua jornada até as perspectivas de futuro.


Pensando nessas 3 definições de 3 renomadas insituições que são pioneiras em experiência do paciente, conseguimos perceber a necessidade dessa interação, a necessidade de ouvir o outro, a necessidade de compreender todas as suas dimensões para que ele tenha um enfrentamento do seu processo de saúde e doença.


Existe também uma metodologia relacionada aos 3 pilares estratégicos para que se consiga compreender a experiência do paciente, gerenciar a experiência do paciente. São elas:

  • A Segurança e a Qualidade Assistencial;

  • Cuidado Centrado no Paciente;

  • Excelência na Jornada.

E para atender esses 3 pilares é necessário ter sustentação e são elas:

  • Cultura organizaciona;

  • Liderança;

  • Engajamentos dos Stakeholders e Métricas.


É importante também entendermos que a experiência do paciente não é apenas satisfação, é claro que a satisfação está interessidade, mas não pode ser definida sobre isso.


A experiência também pode acontecer através de um desfecho clínico negativo, não só através de um desfecho clínico positivo. Pois a experiência é tudo o que o paciente vai vivenciar durante o cuidado que ela está recebendo nas instituições em qualquer âmbito, sendo eles assistenciais, procedimentos simples, internação ou até mesmo um procedimento de alta complexidade.


A satisfação, nada mais é do que: ação ou efeito de satisfazer. Contentamento; prazer resultante da realização daquilo que se espera ou do que se deseja. Estando muito relacionada à expectativa, que muitas vezes antecede o cuidado que vai ser prestado. Já a experiência: é o conhecimento, ou aprendizado obtido através da prática ou da vivência.


A experiência acontece por intermédio das interações e as interações por meio da comunicação.


É importante enquanto profissional da saúde se fazer as perguntas: como venho atendendo os pacientes? Como vou transmitindo informação? Como vou construindo conhecimento com esse paciente para que ele possa participar do seu processo da tomada de decisão em relação ao tratamento que ele está recebendo, em relação às vivências que ele vem tendo durante toda a jornada de saúde/doença?


A comunicação como sempre, é uma competência fundamental para a estar sempre se envolvendo para que possa oferecer o melhor para os pacientes.


*Conteúdo retirado da Palestra de Viviane Taffner no Fórum Experiência do Paciente promovido pelo Cequale (disponível completo no YouTube)


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